
Fui chamada à janela/
que tantas vezes me mostrara/
um sorriso franco.../
um olhar tranqüilo.../
Que me estimulara a ser forte/
e lutar até a morte./
Então, vi alí um olhar profundo
de um amor já moribundo,
tentando equilibrar-se em
pedaços de esperanças,
até então mantida por
suportes de confiança.
Não pude então me conter
pelas lágrimas que vi correr
e... no ímpeto de quem
defende a cria,
me vi, a falar o que sabia.
Apostei ali o segredo que guardava.
Pra mim já não importava
sofrer minha própria dor.
Eu só queria salvar
o meu único e grande amor.
Toronto/CA - 25/02/2010
Maria