Tiras-me o sono...
descontrolas meu querer...
meu saber...
não sei mais o que fazer...
Já te matei aqui,
já me matei por ti
e em cada morte,
se procuro me enterrar,
fico mais viva
e eterna no “te amar”
Morri uma vez
na descoberta do “quem sou eu “
e tantas outras
ao pensar que me esqueceu.
Mas...
é vital e eficaz o que preciso:
apenas o desdobrar do teu sorriso.
Toronto- 31/08/2010
Maria
terça-feira, 31 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
MULHER...
As vezes santa
às vezes não.
Cheia de imperfeições.
Carrego no coração
Imagens … lembranças
desilusões…desesperanças…
Já sonhei ser Cinderela…
ter um príncipe encantado…
Já tive preso nos braços
o pretendente sonhado.
Dancei valsas de ilusões,
voei nas asas dos sonhos,
planei no céu de alguns olhos
azuis…verdes… nem sei.
Por eles me apaixonei.
Aqueles da cor de mel
foram tão enganadores…
amargaram-me a alma.
De mel….só tinham as cores.
Toronto/CA- 11/07/2010
Maria
às vezes não.
Cheia de imperfeições.
Carrego no coração
Imagens … lembranças
desilusões…desesperanças…
Já sonhei ser Cinderela…
ter um príncipe encantado…
Já tive preso nos braços
o pretendente sonhado.
Dancei valsas de ilusões,
voei nas asas dos sonhos,
planei no céu de alguns olhos
azuis…verdes… nem sei.
Por eles me apaixonei.
Aqueles da cor de mel
foram tão enganadores…
amargaram-me a alma.
De mel….só tinham as cores.
Toronto/CA- 11/07/2010
Maria
sexta-feira, 2 de julho de 2010
SOU...
Sou a força de tempestade.
Uma súplica…um lamento…
Sol e luz que nunca brilha…
Sou caminho…atalho…trilha…
Sou fogos de artifício
nas explosões de esperança
e o acordar dos meus sonhos
são estilhaços de lembranças.
Sou folhagem amarelada
pelo estio que chegou
Sou semente mal plantada
por um amor que não vingou
num terreno que foi fértil
mas o desprezo estragou.
Sou céu de nuvens escuras
Via láctea sem estrelas
sou terra solta…pisada…
poeira da velha estrada.
Vezes nada…vezes tudo
e um coração como escudo.
Muitas vezes sou remédio
em outras daninha erva
Sou como folhas de outono
que no tempo o vento leva.
Mas…
minha alma é um depósito
que por ti, o amor conserva.
Toronto/CA - 02/07/2010
Maria
sábado, 26 de junho de 2010
APENAS PALAVRAS
Se foi, o tempo dos confetes.
As estrelas que haviam se ofuscaram.
Os cristais que tão bem foram guardados
com a força das palavras, se quebraram.
E as flores de carinho que colheram
veio o vento do engano e as levaram.
Palavras… mensagens… tantos sonhos
que por certo num diário anotadas
já faz tanto tempo que as guardaram…
tantas foram que nem dão pra ser contadas.
dissestes num repente e derrepente
que seriam todas elas descartadas.
Na verdade, pensastes fosse profundo
sentimento de alma assim transparente
que palavras fossem apenas palavras
que o amor fosse vivo e permanente
enganastes; na oportunidade primeira
te feristes por palavras…simplesmente….
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Confesso-te:
do fundo da minha alma
Aqui plantaste a semente
e mesmo que seja só meu,
esse amor viverá eternamente.
Como um palhaço ou poeta
de palavras faço minha construção
Vivo pra ver teus sorrisos
mesmo que chore meu coração.
Toronto/CA-26/06/2010
Maria
sábado, 19 de junho de 2010
NÃO TENHAS PRESSA...
Não tenhas pressa.
Conceda-me o benefício
da espera...
o hiato da dúvida.
E ao chegar,
não digas nada.
Não é preciso.
Permita-me o descompasso
de um coração indeciso.
Aproxime-te devagar
para aguçar-me o olfato,
o tato, o paladar.
Sejas a visão dos sonhos,
que um dia ousei sonhar.
Quero tua respiração forte
enquanto segredas-me ao ouvido,
entre aromas de pele e cabelos,
o que está por vir,
sei que vou gostar de ouvir.
Não te apresentes,
não te reveles,
não digas nada
fale apenas com o olhar.
Envolva-me com teus mistérios
me deixes acreditar
no que bem entender.
Perder-me no que não sei,
e que nem penso em saber.
Cubra-me com teus véus,
brinde-me com o mel preferido;
eu quero o desconhecido,
o livro ainda não lido,
o filme não assistido,
as malas sempre arrumadas
para a viagem sonhada.
Mate-me a sede dos sentidos,
alimentes minha emoção,
sequestres meu coração.
Não permita que eu te decifre.
Sejas o silencioso enigma
que absorvo deliciosamente.
Encontre-me onde me perco.
Desarrumes os conceitos da mente.
Não me deixes pensar,
ou nunca mais
estaremos assim,
envolvidos e encantados
por tantos sonhos sonhados.
Toronto/CA 19/06/2010
Maria
segunda-feira, 14 de junho de 2010
QUE SEJA ASSIM...
De encontros inesperados...
de silenciosos beijos...
de suspiros encarcerados...
no jorrar dos teus desejos.
De sorrisos maliciosos
que aguçam tua ansiedade,
de sussuros que enrubessem
tua pele – tal a vontade.
De se ter, um junto ao outro
vivendo em realidade.
Que vivifiquem teus sonhos
de eterna felicidade.
14/06/2010
Maria
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