sábado, 12 de março de 2011

DE: MÁRIO QUINTANA

"Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesma, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão." M.Q.

terça-feira, 8 de março de 2011

NOVA MOLDURA


Me disseram que o amor
se esvai com a idade
se vão as firmes promessas
de eterna felicidade
Certamente isso não conta
pra quem ama de verdade

Não deixei de fazer versos
nem deixei de ser cantor.
Apenas, pintei a vida
com tintas de outra cor
O que era cor da tristeza
pintei com a tinta do amor.

Pintei a minha saudade
com cores da esperança
Colori o meu espírito
com a alegria da criança
e meu coração cansado
em azul de boas lembranças.

Olhei a vida de frente
me inseri nos olhos dela
seu perfil era perfeito
tão simples porém tão bela
dei outra chance ao amor
nova moldura...outra tela.

09/01/2011-Toronto/CA
Maria

sexta-feira, 4 de março de 2011

terça-feira, 31 de agosto de 2010

TIRAS-ME O SONO

Tiras-me o sono...
descontrolas meu querer...
meu saber...
não sei mais o que fazer...

Já te matei aqui,
já me matei por ti
e em cada morte,
se procuro me enterrar,
fico mais viva
e eterna no “te amar”

Morri uma vez
na descoberta do “quem sou eu “
e tantas outras
ao pensar que me esqueceu.

Mas...
é vital e eficaz o que preciso:
apenas o desdobrar do teu sorriso.

Toronto- 31/08/2010
Maria

terça-feira, 20 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

MULHER...

As vezes santa

às vezes não.

Cheia de imperfeições.

Carrego no coração

Imagens … lembranças

desilusões…desesperanças…

Já sonhei ser Cinderela…

ter um príncipe encantado…

Já tive preso nos braços

o pretendente sonhado.

Dancei valsas de ilusões,

voei nas asas dos sonhos,

planei no céu de alguns olhos

azuis…verdes… nem sei.

Por eles me apaixonei.

Aqueles da cor de mel

foram tão enganadores…

amargaram-me a alma.

De mel….só tinham as cores.


Toronto/CA- 11/07/2010

Maria

sexta-feira, 2 de julho de 2010

SOU...


Sou a força de tempestade.
Uma súplica…um lamento…
Sol e luz que nunca brilha…
Sou caminho…atalho…trilha…
Sou fogos de artifício
nas explosões de esperança
e o acordar dos meus sonhos
são estilhaços de lembranças.

Sou folhagem amarelada
pelo estio que chegou
Sou semente mal plantada
por um amor que não vingou
num terreno que foi fértil
mas o desprezo estragou.

Sou céu de nuvens escuras
Via láctea sem estrelas
sou terra solta…pisada…
poeira da velha estrada.
Vezes nada…vezes tudo
e um coração como escudo.

Muitas vezes sou remédio
em outras daninha erva
Sou como folhas de outono
que no tempo o vento leva.
Mas…
minha alma é um depósito
que por ti, o amor conserva.

Toronto/CA - 02/07/2010
Maria